terça-feira, 14 de maio de 2013

Giselle Dutra - Sexta convidada


E dando continuidade à série "Convidadas", hoje trago minha querida Giselle Dutra.
Estaremos com textos até a semana do dia 25 de maio, Dia Nacional da Adoção!

Vamos conferir?

Mulher-Mãe ou Mãe-Mulher... a Maternidade bipolar


Outro dia mesmo, eu acordei, olhei ao redor e vi minhas bonecas e cadernos pelo quarto e disse: "Já tenho que ir para escola?? Que preguiça! Mãããe, me dá mais 5 minutos por favor?"

Hoje eu acordei, olhei ao redor e vi o celular do lado de um livro caido no chão, despertador gritando e uma voz macia dizendo assim: "Mãe, tá na hora de ir para a escola".

Que vontade de pedir mais 5 minutos!! Mas aquela vozinha te impele pra frente de uma forma espetacular. Você pode estar sentindo o peso do mundo nas costas mas ela te puxa, te levanta. É assim que me sinto hoje, mãe de um menino e uma adolescente.

Parece que foi ontem quando minha mãe me cuidava, me colocava para escola, mandava parar de brincar e tomar banho. De repente, algo dentro de mim, me impulsiona a começar a fazer exatamente como ela fazia.
Mas a maternidade não é algo natural. Discordo da ideia de que é intrínseco a todas as mulheres.

A maternidade é um exercício.
Todo os dias me vejo filha, me vejo mulher e me vejo mãe.

Quando o peso das obrigações diárias me abalam, um sorriso, um olhar, um abraço dos meus filhos me renovam...

Como algo pode ser tão incrível e desesperador?
Como algo pode ser tão forte e amedrontador?
Como pode ser tão maravilhoso e assustador?
Todas as mães que conheço sofrem dessa espécie de bipolaridade...rs

A maternidade é uma montanha russa?..rs
Talvez... por isso não é para qualquer uma.
Tem que ter estômago e coração, força nos braços e cabeça não muito boa...rs

Só quem passa por essa experiência única é capaz de sentir... por que descrever, não consigo.

Como disse anteriormente, para mim a maternidade é um exercício cotidiano de reconhecer-se mãe, mulher, filha, esposa, EU.
Engraçado, que hoje só vejo eu, a Giselle, com duas extensões chamadas Elaine e Kauã.
Nunca mais serei uma. Agora sou 3... seria, então, uma tripolaridade?










Giselle Dutra, é mãe, esposa do João, professora, militante da adoção.










Beijos,

Cláudia

domingo, 12 de maio de 2013

Marcia Alvarez - Quinta convidada


Olá a todos que vêm aqui e que estavam acompanhando a série de convidadas. Infelizmente acontecimentos familiares na semana me impossibilitaram de continuar a sequência. Peço desculpas e retomo hoje, Dia das Mães, com o compromisso de publicar todos os textos uma vez que estaremos comemorando, na sequência, o Dia Nacional da Adoção que também tem tudo a ver com maternidade!
Trago hoje o texto da minha querida amiga, irmã de alma, Márcia Alvarez. Uma Super-Mãe com uma linda, maravilhosa família!
Vamos lá...

Filhos...

Temos 4 filhos. Dois meninos e duas meninas. Fiquei um bom tempo pensando sobre o que dizer sobre a maternidade, sobre a minha experiência de ser mãe. Não quis ler o que as outras mães convidadas da minha querida amiga Cláudia escreveram. Precisava ter minha própria forma de contar esta longa aventura.
Hoje ouvi uma frase muito simples no final de um filme: “A quem nossas mãos pertencem?”, Imediatamente lembrei das mãozinhas de cada um de meus filhos. Perfeição Divina! Macias, quentinhas desprotegidas, inseguras, buscando nas minhas a proteção, o amparo, o caminho.
Com o passar do tempo, em minhas lembranças, busquei no tempo o nascimento de cada um deles Leonardo, Paula, Micael, Kevilyn. A cada vez que nascia um deles, nascia também, a fórceps, uma mãe Márcia diferente.
Uma mãe Márcia que só precisava cantar, embalar e fazer shantala em seu bebê para que ele parecesse feliz. Uma mãe Márcia que precisou cantar, embalar, massagear, andar pela casa, andar de carro pela cidade de madrugada, cantar, embalar, novamente uma bebezinha que não se contentava tão facilmente, uma mocinha muito exigente.
Com o passar dos anos, quando pensei que já havia aprendido a ser mãe, afinal, tinha dois bons professores, outro bebê bochechudo e com covinhas lindas, veio para enfeitar ainda mais nossas vidas. Palavra Cantada, Canções de Roda, Canções de Ninar... Silêncio meninos! O bebê está dormindo... Agora eu tinha ajudantes. Três necessidades distintas.
Escola, notas, atividades, festas, dificuldades, déficit de atenção, testes auditivos, cognitivos... recuperação mensal, bimestral, final... Ufa!!! Vencemos todas!!!
Venci!!! Eu não era só a mamãe Márcia que ninava, embalava e tinha filhos lindos e cheirosos.
Agora estava me formando, a mãe Márcia que ria e chorava junto com seus filhos (ou escondida deles), a que aprendeu a brigar por eles, a buscar ajuda a que teve que ensinar, que o mundo não é justo, nem divertido, mas, que podemos fazer a diferença. Ensinar que não podemos confiar em todas as pessoas, todas as promessas, todas as luzes, que nem tudo que parece legal, feliz, o é de verdade! Que muitas vezes iremos sofrer e nos decepcionar, mas, nunca desistir, nunca perder a fé, a nunca trocarmos a nossa dignidade, o nosso amor próprio por nada nem ninguém neste mundo.
Tive que aprender muito e neste caminho árduo mais uma vidinha chegou. Mais uma mãozinha para ser envolvida pela minha.
Chegou numa casa mais barulhenta, com gatos, cachorros, calopsitas, irmãos. Uma mãe que já aprendeu a brigar pelos direitos dos filhos. As músicas mudaram um pouco, a irmã mais velha já venceu suas maiores dificuldades.
Agora tenho 3 ajudantes, dois irmãos para correr pela casa provocando e chateando a mais nova. Uma irmã para ensinar a combinar roupas, hidratar cabelos.
Dois irmãos mais velhos para ensinar aos mais novos que o mundo não é assim, repetindo o que ouviram de mim, enriquecido por suas próprias experiências.
Existem dias em que choro, outros me divirto muito, em outros rezo desesperadamente, agradeço às vezes temo, outras vezes creio que está tudo certo. Algumas noites um deles volta a ter febre, insônia ou medo e minhas mãos tornam a ter sua primeira função aquela que me fazia tão feliz, aquela que me fez chegar até aqui... Embalar, apoiar, acariciar. Mostrar que ainda estou por aqui. Nossas mãos então se juntam numa oração, num carinho e tudo fica perfeito de novo!
Estou aprendendo a ser mãe há 24 anos. Sou 4 em uma, algumas vezes até me perco. Mas, alguém me chama e tenho que me encontrar rapidinho (rs).
Minha família formada por mim e por mais duas mãozinhas que me presentearam com seu bem mais precioso. Cuido de nossos filhos com muito amor e orgulho. Um dia irei prestar contas a Deus, à vida, ao Universo e quero ter a certeza de que fiz o melhor que pude.
Quem são os filhos biológicos, quem são os por adoção? Quem chegou grandinho, quem veio pequetito? Não importa! São filhos!
Por todos eles, rezo, peço, agradeço.
Dois já são adultos, uma já formada em Serviço Social, outro terminando a faculdade de Design. Dois adolescente querendo me convencer de que Selena Gomez, Keisha, Katie Perry são o que há no mundo da música!
Nós 5, mais o Santo Papai, é claro, (não falei dele porque a mãe sou eu... rsrsrs, mas, se não fosse a força e a coragem dele!!!) esperamos por mais uma menininha.
Mais um par de mãozinhas para segurar, guiar e traduzir a vida!
Mais uma vidinha para completar nossa família grande, barulhenta, mas, cheia de amor. Esperamos ser chamado logo, sei que ela nos espera em algum lugar e por ela nós 6 esperamos.



Marcia é esposa, mãe, dona de casa e terapeuta.



Grande beijo,
Cláudia

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Andreia Bento Alves - Quarta convidada


A convidada de hoje é minha querida e doce amiga Andreia!
Ela está grávida do coração e escreveu uma cartinha para este filho ou filha!

Vamos conferir como o amor transborda nesta espera!

Carta para meu filho


Meu filho,

Não sei como te chamar, nem mesmo sei se você é menina ou menino, não te conheço. Seu nome será definido quando conhecermos você. O que sei é que eu , seu pai e outras pessoas queridas esperamos ansiosamente por você.  Nós temos orado por você faz tempo, nós te amamos faz tempo.  Na verdade, nós ainda não conhecemos você, mas sabemos que “Alguém” já te conhece. É possível, que nos anos que virão você enfrente angústias de querer saber quem é você e de onde você veio.  Talvez você tenha alguma crise de inferioridade por ser uma criança “adotada”.
Não acredite nisso. Você não é um acidente.
.A sua concepção começou em meu coração e no do seu pai, antes mesmo que nos conhecêssemos . Deus se encarregou de colocar um desejo e um incômodo em nossos corações de modo a que procurássemos por você.  Então, Ele nos uniu e nos levou até as atitudes que nos levaram a te buscar. Este Deus que nos uniu decidiu a sua história. Ele decidiu que você nasceria da sua mãe biológica, que ela te daria as raízes do corpo físico. Ele quis que você fosse adotado por nós. Ele assegurou que haveria um tipo de vazio em nossas vidas que nos levaria a buscar você. Ele assegurou que te amaríamos e colocou este amor antecipadamente em nós. Ele te colocou numa família que acredita que o Deus que te formou te ama e nos ama o suficiente pra te mostrar em sua própria vida a imagem que Ele queria para toda a humanidade: que todos somos adotados como filhos de Deus, através de Cristo Jesus.
Queremos caminhar ao teu lado na vida, te ajudando, consolando, orientando, disciplinando, sendo instrumento para que você seja uma pessoa  forte, que tenha fé, seja madura, guiada pelo amor.
Eu desejo que sua vida seja abençoada , que seja bela e prospere na infinita beleza do amor de Deus, que Deus te dê fé, amor e sabedoria.

Com carinho,

Mamãe






Andreia é esposa do Douglas, futura mamãe, fisiterapeuta, artesã e dona de casa.










Beijos,

Cláudia

terça-feira, 7 de maio de 2013

Renata Palombo - Terceira convidada


Hoje temos como convidada a queridíssima amiga Renata Palombo!
Ela escreve para os blogs  Descobrindo a Maternagem e Donas de Casa Anônimas, que se você ainda não conhece, valem muito à pena!
Renata é uma amiga muito querida que com sua experiência materna conseguiu se transformar e transformar muita gente!

Vamos lá...

Ser mãe e ser filha

O dia das mães vem chegando e o "mundo" fica voltado para este tema. Escolas, comerciais de TV, comércio...enfim...é impossível não sermos tocados a pensar sobre o assunto. o que sua mãe significa para você e o que você significa para seus filhos como mãe.
É difícil pensar em tudo isso porque é tudo tão ambivalente...
Como psicóloga clínica vejo surgir na fala dos meus pacientes constantemente acusações contra as mães.
Mágoas e mais mágoas porque a mãe fez isso ou deixou de fazer aquilo. Depositam "na conta" das mães uma série de traumas, complexos e situações da vida real mal resolvidas. O pior é que eu não sou diferente de tudo isso e assim como muitos pacientes que eu atendo acabo colocando "na conta" da minha mãe uma série de limitações que são minhas. Ainda assim a grande maioria destes pacientes amam tanto estas mães que não saberiam viver sem elas.
 Eu mesmo não sei viver sem a minha. Minha mãe é importante demais para mim e mesmo hoje, adulta, com dois filhos é à minha mãe que recorro todas as vezes que preciso de colo e proteção. Se me dá dor de barriga de madrugada tenho vontade de ir para a casa da minha mãe. Se sinto medo do vento quero estar perto dela. Se estou doente quero comer a comida dela. Se acontece algo de legal na minha vida quero que ela saiba logo.
Existe algo mais ambivalente do que isso?
E quanto a ser mãe, então? Filhos dão trabalho, tiram nosso tempo, mudam nossa rotina, dobra, triplicam quadriplicam nossas preocupações e ainda assim a gente os ama cada dia mais e mais com um amor que parece que nunca vai parar de crescer. E digo mais: às vezes eu sinto que ser mãe vicia porque eu tenho vontade de ter muitos filhos. Sonho em viver todas as situações de maternidade que existem, parir de várias formas. Eu nem consigo explicar porque é tão bom ser mãe. É algo visceral! Como explicar algo que te tira tanto e ainda assim você sente como se tivesse ganhado o mundo? Existe algo mais ambivalente do que isso?
Acho que a única coisa que talvez pudesse tentar explicar tudo isso é o AMOR!!! Sim, o amor...afinal o amor também é ambivalente: você AMA mesmo com raiva, AMA mesmo quando está triste, AMA mesmo quando decepcionada, AMA mesmo cansada...
Ser mãe, sem dúvida, é AMAR! E ser filha também, né?








Renata Palombo é mãe, esposa, psicóloga, dona de casa e blogueira.

(na foto a mãe e os filhos da Renata: dona Sonia, Natália e Diego).








Grande beijo!

Cláudia

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Deborah Lougue - Segunda convidada


E a nossa segunda convidada é minha querida amiga Deborah Lougue!
Ela escreve no blog Deborihces em horas vagas, tem um excelente senso de humor, é humana, companheira, menina em corpo de mulher! 
Está se habilitando e em breve realizará o sonho da maternidade!

Vamos lá, então...

Maternidade e Adoção por meus olhos! (por Deborah Lougue)


Para mim o sentir-se mãe é ter em si a capacidade de entrega plena visando aplacar a vontade de ver outra pessoa feliz, realizada e evoluindo no caminho da vida. Mães se sacrificam, em vários setores da vida e em muitos níveis de intensidade para garantir que o seu filho tenha acesso a todas as condições importantes e necessárias para tornar-se uma pessoa de bem. Lógico que cada pessoa é única, tem sua personalidade própria, porém a base da educação, dos conhecimentos indispensáveis, a saúde, a nutrição, o estímulo para o desenvolvimento são quesitos que jamais ficam de fora na lista da mãe de verdade.
Amor é sentimento que pode até brotar do nada, mas que sem olhar atento, sem investimento não vinga, não floresce. Investir atenção e cuidado é que faz o amor acontecer.
Gerar vida é benção. Amar a vida gerada é dádiva. Ter condições de cuidar por amor é responsabilidade. Cuidar sem amor, por culpa, benefícios adquiridos é uma espécie de condenação. Amar  mas não cuidar condena também. Sem cuidado com amor na mesma dose, a pessoinha vira pessoa com vazios por dentro e isso não é justo.
Filho é a prova da confiança de Deus na pessoa que “o recebe”. Há de se saber honrar o presente, dar o seu melhor, e dar o seu melhor é colocá-lo em prioridade, conhecer suas necessidades, se esforçar para supri-las, e, reconhecendo-se sem condições para isso, garantir com amor que ele receba todo cuidado e atenção por outras vias, através de uma mãe ansiosa, que espera em stand by que Deus aperte a tecla play e ela possa colocar em uso todo amor que traz na alma.

Deborah J. V. Lougue
Maio, 2013








Deborah Lougue é esposa do Rogério, futura mamãe, desenhista, dona de casa e blogueira, artesã.














Grande beijo,

Cláudia

domingo, 5 de maio de 2013

Carine Gimenez - Primeira convidada!

Vamos estrear o mês das amigas convidadas com a participação especial da minha queridíssima amiga Carine Gimenez!
Digo participação especial porque ela não escreveu o texto agora, mas sim o havia publicado no último novembro em seu blog Coisas de Carine Gimenez.
Como ela escreve com uma sensibilidade ímpar e descreve perfeitamente o sentimento de muitas mulheres antes e depois da maternidade, achei perfeito para estrearmos esta nova era de amigas convidadas!

Como o texto já é publicado, vou colocar o início aqui com o link da publicação original. Não deixem de lê-lo inteiro porque é lindo e emocionante demais!

Então vamos lá?

"Sorria você é mãe"  por Carine Gimenez


Você passa boa parte da vida afirmando que não terá filhos, alega uma série de motivos: falta espaço na casa, falta dinheiro, falta maturidade, falta coragem, a inflação subiu, o Euro valorizou, o aquecimento global só aumenta, não fazem mais desenhos animados bacanas como na sua infância, você tem medo que volte a moda dos mullets e você não quer um filho que use isso, enfim, mil motivos para não ter filhos.
Porém o tempo passa, a vida segue e de repente você se pega dizendo: "quero ser mãe". E depois que essa frase é dita, acredite, nada será como antes: uma vontade louca e crescente de ter filhos te domina, você começa a parar...

Continue lendo AQUI







Carine Gimenez é mãe da delicinha do João Miguel, esposa do Anselmo, dona de casa, artesã, blogueira e tradutora!










Beijos,

Cláudia

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Maio, mês das mães, mês da adoção, mês de convidadas!


imagem do google

Maio chegou e com ele aquele sentimento mais aflorado em relação à maternidade.


Mulheres que sonham com a maternidade e vivem uma linda gravidez;
Mulheres que sonham com a maternidade e dependem de uma ligação do fórum para realizarem esse sonho;
Mulheres-mães que gestaram com amor suas crias;
Mulheres-mães que maternaram seus filhos ainda bebês, ou já grandinhos, ou adolescentes

Portanto este mês trarei amigas convidadas que falarão de suas experiências e sentimentos em relação à maternidade!

Aguardem e preparem-se, pois tenho certeza que todas trarão muita emoção para este cantinho!

Grande beijo,

Cláudia

quinta-feira, 25 de abril de 2013

"Vocês não vão me separar da minha mãe biológica! Eu tenho uma mãe!"



Estas são palavras de Aisha no capítulo de ontem de Salve Jorge, pronunciadas aos berros para a mãe que não quis devolver o colar que havia dado à filha no seu aniversário de 15 anos e que fora doado pela moça à sua provável mãe biológica.

Pois bem, mais uma vez a rede Globo de televisão presta um enorme desserviço à causa da adoção! Já tão conhecida e chacotada pelas gafes e erros, a novela vem criando uma sucessão de 'enganos' na questão da adoção.

Pontos a serem avaliados:

1. Donelô é uma policial experiente, está investigando e está no encalço de uma quadrilha de tráfico de pessoas, tem olhos e todas as desconfianças do mundo em cima de Adalgisa-Marta-Wanda e sabe-se lá mais quais nomes a pessoa possui, encontra uma certidão de nascimento de Aisha com um destes nomes, ela sabe que a mulher é uma bandida que vive de golpes e de tráfico humano e mesmo assim ela apresenta ao Mustafá esta pessoa como MÃE de Aisha sem sequer requerer um exame de DNA?

2. Aisha, por sua vez, vinha fazendo tudo direitinho: encontrava possíveis irmãos, ia atrás e fazia exames de DNA, mas de repente deu um apagão na menina e ela acreditou que uma bandida a qual ela foi tirar da delegacia sob fiança, bandida a qual ela reconheceu com um nome e que Donelô lhe passou outro nome, e que descobriu depois que tinha outro nome fosse sua mãe. Não pediu DNA e foi logo se entregando de corpo, alma e coração, apaixonadamente, dando dinheiro, jóias e defendendo a criatura com unhas e dentes.

Cadê coerência?
Ah, sim, dona Glória Perez, escritora a quem eu sempre respeitei muito, acusa os telespectadores de não terem a capacidade de voar.
Queridinha, com todo respeito, tenho dito aqui em casa que para voar com estes fatos só usando substâncias alucinógenas.

Agora vamos à questão prática:

Sem DNA a menina se entrega a uma possível mãe e se volta contra a família que foi sua ÚNICA referência de vida até então!
A mãe biológica passou a ter mais valor que os pais juntos só pelo fato de ter o mesmo sangue?

Até agora antes do surgimento desta 'mãe' era compreensível a busca da moça por sua origem. Isso é real, muitos filhos adotivos sentem esse desejo e essa necessidade de encontrarem sua origem, descobrirem com quem se parecem, acalentam o desejo de perguntar àquela criatura que as pariu 'por quê', mas daí a estes filhos trocarem a família por uma mãe biológica que é uma desconhecida é algo que não dá para engolir.
Com esta abordagem a emissora e a novelista estão ratificando que sangue vale mais, que fala mais alto e que não existe relações construídas que possam aplacar essa ligação.
Eu já vi diversos depoimentos de filhos adotivos que foram atrás de sua origem biológica e todos foram unânimes em dizer que o sentimento pela família adotiva não mudou. Que a mãe biológica, irmãos biológicos eram desconhecidos. Alguns criaram laços de amizade, outros se afastaram depois que mataram a curiosidade  satisfizeram sua necessidade de conhecer a origem.

Esta cena de ontem, mais uma vez, prestou desserviço à causa da adoção e, não tenho dúvida alguma, implantou o terror e a insegurança nos corações de muitas mães adotivas.
Eu lido bem com o fato de que um dia um de meus filhos possam vir a desejar buscar suas origens. Eu trabalho com essa possibilidade desde que a minha primeira filha nasceu e eu não terei problema algum em ir buscar essa origem com eles se assim desejarem porque eu tenho certeza absoluta que nossa relação construída nunca vai superar 9 meses de gestação e um parto, porém eu tenho consciência que 'sou uma na multidão'. A maioria das mães adotivas que conheço têm, sim, pavor de pensar nesta possibilidade, sentem insegurança, ciúmes e medo de pensar que o filho possa desejar conhecer e que possa trocá-la pela outra que o pariu. Eu lido bem com a possibilidade de eles um dia desejarem, mas sinto ciúmes de pensar no encontro deles. É meio estranho pensar no teu filho tão amado diante de 'outra mãe' ainda que ele não crie vínculos.
É normal esse sentimento. A gente ama tanto e tem tanto medo de tantas coisas, aí vem uma novela e coloca uma menina que antes era tão centrada e coerente berrando com a mãe que ela tem uma mãe, mãe esta que é bandida e que  a está extorquindo.
Qual a possibilidade de se assistir cena assim e não ficar aterrorizada?

Infelizmente há um descompromisso total com a realidade. A autora, conhecida como alguém que pesquisa e estuda seus temas polêmicos por anos não pediu ajuda ao ANGAAD para receber esclarecimentos sobre determinados pontos que já foram colocados, e penso que pela cena de ontem sequer entrevistou filhos adotivos que tiveram o encontro com suas famílias biológicas para tentar compreender como funciona esse sentimento dentro deles.
Definitivamente não acredito que alguém supervalorize tanto sua origem biológica em detrimento da família que foi seu porto seguro, seu esteio, seu suporte por anos.
Se houver um filho adotivo que agiu como a Aisha neste mundo, por favor se manifeste! Eu gostaria de saber! Conforme falei, até hoje não vi nenhum caso assim!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Os ratos, a gata, eu e o 'nunca' EDITADO

Eu nunca fui à favor de bicho dentro de casa.
Sempre amei cachorros. Cachorros grandes, mansos são minha paixão. Natty era boxer, Laica é labradora. Ambas dóceis, amáveis e brincalhonas mas o espaço delas era restrito ao quintal!
Nunca usei correntes, nunca prendi. Acontecia com a Natty e agora com a Laica: estão sempre em contato conosco no quintal já que o dia pede muitas idas e vindas e nessas a gente acaba sempre fazendo um carinho, parando para arremessar um brinquedo, dá uma corridinha tipo 'pega-pega'.
Natty quando mais velha adquiriu o direito de ficar comigo na cozinha.
Animais circulando pelos quartos, subindo em camas e sofás era algo inimaginável.
Ter um gato nunca fez parte do meu sonho pet. Tinha nojo, tinha aflição e tinha medo de as cachorras não aceitarem.
Pensar num gato dentro de casa era algo que eu repudiava totalmente.
Tales já quis um gatinho uns anos atrás quando a Natty sumiu. Eu até tentei deixá-lo ficar com uma que apareceu aqui mas ela fazia questão de fazer suas caquinhas nos meus tapetes. Eu levantava e lá estavam as cacas nos tapetes de entrada da cozinha e da sala.
Fora que ela fazia xixi nas roupas de lavar, também.
Uma semana foi o que durou a estadia dela aqui, até porque venhamos e convenhamos: filhos querem bichos, mas os cuidados sobram para a gente. No caso dela não era apenas o trabalho extra do pet, mas um monte de tapetes todos os dias para lavar e o estress de esquecer o cesto de roupas aberto, ou deixar algo sobre a máquina de lavar. A gota d'água foi quando ela fez xixi na minha toalha de mesa que recolhi, coloquei sobre a máquina e depois esqueci de colocar para dentro.
Há cerca de 1 ano aproximadamente começamos a ter invasores indesejados por aqui: ratos!
Eles entravam, se instalavam no fogão e era uma luta. Todo tipo de veneno que se possa imaginar foi usado. Nos últimos tempos nada mais estava funcionando.
Aí como tem a cachorra não é qualquer veneno que se pode colocar porque ela mata os ratos. Estes, por sua vez, quando envenenados ficam meio sem noção de dia e de noite e andam pelo ambiente a qualquer hora.
Era uma novela: a gente deixava de usar o forno, acabava com eles e depois levava o fogão para fora, desmontava, lavava, desinfetava. O bendito secava, era posto para dentro e uma semana depois já tinha habitantes nele novamente.
Eu contrariei, eu chorei, eu tive vontade de tacar fogo em tudo. Depois comecei a acalentar a ideia de ter um gato. No começo eu pensava e logo desistia. Depois, diante da insistência desses infelizes, lembrei que uma vez ouvi dizer que em casa que tem gatos não tem ratos e passei a acalentar a ideia de verdade. Como era para tentar afugentar ratos de dentro de casa, ela teria que ficar aqui dentro. Meu nojo e meu desencanto era tanto que passei a pensar: entre um gato dentro de casa e os ratos no fogão, vou preferir o gato!
Conversei com marido que achou interessante a ideia, mas nunca dava certo de irmos na Ong Faros D'Ajuda para ver os pets que sempre estão para adoção.
Um belo dia minha amiga Deborah postou num grupo em que participamos as fotos da gata dela e dos gatinhos novinhos e eu apaixonei por uma. Seria algo meio improvável ela vir para cá uma vez que havia nascido em Campinas, mas escrevi "com essa eu ficaria'.
Dias depois ela me escreveu perguntando se poderia trazer a gatinha no sábado de Carnaval. Ela veio, trouxe a gatinha, nós nos conhecemos pessoalmente e há 10 dias temos Nina em casa.
Nina entra dentro de casa, está sempre atrás de companhia, adora um chamego.
Só não deixo dormir nas camas pq o objetivo é que ela não deixe os ratos entrarem, então dorme na cozinha que dá acesso à lavanderia.
Lição aprendida: como diz o ilustre Justin Bieber: never say never.
Eu dizia que nunca teria um gato e que um pet nunca circularia dentro de casa e hoje tenho Nina, uma paixão que adoçou o coração de todos de casa.

Onde estou ela está. Vive me caçando pela casa.

Eu não sei se ela vai afugentar gatos.
O que é certo é que ela já afugentou muitos preconceitos e sentimentos ruins!

Beijos,

Cláudia

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sinais!

Você acredita em sinais? Acredita que algo no universo (Deus, os espíritos, seu anjo da guarda, o Espírito Santo, entre outros) tenham o poder de te mostrar em algum momento que sua decisão está certa, que sua escolha pode ser boa?
Já se encontrou em uma situação onde a dúvida era tanta que se sentiu compelido a recorrer a algo superior em sua crença para que um sinal, uma 'luz', fosse enviada e você saísse da dúvida?
Os sinais podem vir de modo espontâneo através de sonhos ou intuições.
Estes sonhos e/ou intuições podem vir, também, após pedidos em prece, oração.
Sinais aparecem em forma de objetos, de algo que alguém fale, de pessoas que se aproximam. São tantas as formas com que acontecem. Basta que consultemos nosso coração e confiemos no que a vida nos apresenta.
Eu tenho muito esse tipo de sensação. Costuma ser de forma espontânea, sem que eu peça.
Aconteceu quando eu estava para conhecer o André. Eu sonhava e não me lembrava do sonho, mas eu tinha o nome dele em minha mente e um dia, quando entrei no recinto onde o encontraria pela primeira vez, eu senti que ali estaria o amor da minha vida.
Aconteceu com cada um dos meus filhos antes mesmo de eles nascerem. Com as meninas eu sonhei, as vi. Com o Tales foi diferente: eu sonhava, sabia que teria um menino, mas não o via.
Aconteceu com várias parentes (cunhadas, concunhadas, primas) que engravidaram. Eu sonhava e sabia até o sexo da criança antes mesmo de elas saberem que estavam grávidas. A confirmação vinha dias depois.
Aconteceu no ano que minha sogra adoeceu também! Eu não sabia que era ela. Aliás, eu sequer sabia quem era, mas eu sabia que alguém próximo estava com problemas graves de saúde.
Nem sempre esses sinais são agradáveis, mas acontecem! A mim dá a certeza de que tudo que acontece tem uma razão dentro de um plano superior e que a nós compete confiar, apenas!

Eu já comentei aqui algumas vezes que passei 7 anos sonhando com a Taís. Eu a via no meu sonho com o tamanho que tem hoje, morena e de cabelos cacheados tal qual está e estes sonhos me deram certeza tal que eu teria uma menina morena de cabelos cacheados que acabei fazendo enxoval para ela rosa e com nome bordado.
Muitas pessoas diziam que esses sonhos eram uma projeção do meu desejo de ter uma menina, mas eu sabia que não eram.
Conforme foi se aproximando o tempo de ela chegar eu fui sonhando com ela cada vez menor, até que começou aparecer em sonho bebê, sempre morena e de cabelos cacheados.
Quase um ano antes do seu nascimento, uma noite sonhei que o fórum havia me ligado e a Assistente Social me indicava um menino de 5 meses para conhecer. No sonho eu pensava: mas meu bebê é uma menina!, entretanto não queria questionar a Assistente e aceitei ir conhecer o menino.
Chegando ao abrigo, chamei pela responsável, me apresentei e falei que havia ido encaminhada pelo fórum para conhecer um menino.
No meu sonho o diálogo foi assim:
- A assistente social do fórum me mandou para conhecer um garotinho de 5 meses e meio.
- Acho que tem algum engano! Esse garotinho acabou de ir embora com aquele casal... (e apontou para a rampa de saída do abrigo)
Eu olhei, o casal de costas, a moça com o cabelo até a cintura e a ponta de um chale azul aparecendo em seu ombro esquerdo.
E eu, aliviada, respondia: não tem problema algum. Ela deve ter se enganado mas está tudo bem...
Enquanto eu falava com essa responsável, no canto esquerdo da sala sentada em uma cadeira havia uma mulher obesa vestindo uma leg azul marinho e uma camiseta branca. Em sua perna esquerda havia um bebê bem novinho, de macacão rosa e cabelinho liso bem pretinho deitado de bruços e ela batia levemente em suas costinhas balançando a perna lentamente. Eu falava com a outra, olhava esta com o bebê e pensava: aquela ali é minha filha!
Dias depois deste sonho, na reunião do grupo de apoio aparece o casal com a moça do cabelão carregando no colo o menino de 5 meses e meio que havia acabado de receber a guarda.
Neste dia eu chorei. Chorei muito em casa porque ela havia entregue os documentos no fórum depois de mim e já estava com o bebê e eu nem havia passado pelas entrevistas ainda! Depois esse sentimento passou e eu me conformei, afinal de contas eu não ia ter um menino...rss
Meses se passaram e numa bela noite no início de junho sonhei com a menina morena de cabelos cacheados dormindo no berço que eu havia comprado. Seus cabelinhos pretos anelados caíam sobre o travesseirinho de fronha amarela e sua mãozinha moreninha repousava sobre o cobertor rosa.
Eu esperava encontrar uma menina com estas características quando fosse chamada, porém no final de junho recebi a ligação dizendo da menina de 32 dias que estava no abrigo. Corri no fórum, peguei autorização de visita e fui correndo. A curiosidade era enorme de ver se ela tinha mesmo os cabelinhos pretos cacheados.
Cheguei, toquei a campainha e a pessoa que veio me atender era idêntica à do sonho. Me apresentei, dei o papel para ela, ela nos conduziu até a sala de visitas e foi buscá-la. Enquanto eu e as crianças aguardávamos, passou pela sala em direção à cozinha uma mulher morena, obesa, de leg azul marinho e camiseta branca.
Quando a que nos atendeu apareceu na porta de vidro eu só pude ver um charutinho de cobertor amarelo e uma cabecinha minúscula com os cabelinhos lisinhos pretos.
Não eram cacheados como eu sempre a via, mas eram como no sonho de meses antes.
Ela chegou perto de mim e me entregou a bebê. Era tão, mas tão branquinha que eu cheguei a duvidar que fosse ela a minha filha, porém quando abri o cobertor ela estava de macacão rosa. Aí não tive mais dúvidas. ERA ELA, mesmo branca, mesmo de cabelo liso, era ela! E eu sabia que ela ficaria morena e teria os cabelos cacheados.

Eu confiei nos sinais, eu confiei nas minhas intuições e hoje ela é exatamente como me aparecia nos sonhos durante 7 anos!
Este penúltimo sonho para mim foi o sinal de que seria ela, mesmo estando diferente do que eu tinha sonhado, que eu não deveria ficar esperando uma menina com aquelas características porque era ela, simplesmente ela, mesmo sendo branquinha, mesmo tendo cabelos lisos.

E aí, você confia nos sinais que a vida te dá?  Consegue tomar decisões a partir de intuições, de sonhos, de visões?
Consegue tomar decisões importantes a partir deste sentimento que brota sem explicação, ou de sonhos, ou de situações inesperadas que levam ao caminho onde você quer chegar?´

"Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que a vã filosofia do homem possa imaginar" Willian Shakespeare