domingo, 9 de junho de 2013

Renata Rosa Caulo - Sétima convidada

E dando continuidade aos textos das amigas convidadas, hoje trago o texto da amiga Renata Rosa Caulo que escreve no blog Cartas para minha filha. Lá você encontrará textos bem escritos, muita emoção e muito talento! Vale à pena conferir!

Vamos conhecer a história da Renata?

O despertar da maternidade


Eu nunca quis ser mãe até o dia em que conheci uma menina linda que estava no abrigo e me apaixonei tão forte e profundamente que percebi que na verdade o que eu não queria era engravidar,  mas que eu queria sim  ser mãe daquela  criança.
 Eu nunca antes tinha sentido um amor tão arrebatador em toda minha vida, mas para minha infelicidade apesar de abrigada ela não estava livre para adoção, foi duro, eu sofri meu primeiro aborto,  fiz tudo que estava a meu alcance naquele momento para ficar com ela, mas fui vencida pelo sistema.
No entanto já era tarde pra voltar atrás, era tarde para voltar a sonhar com uma vida a dois para sempre, já estava fecundado em mim  a sementinha da adoção e a partir daí meus sonhos passaram a ser povoados por uma menininha.
O engraçado é que antes nos vangloriávamos de não ter filhos, podíamos sair e voltar a qualquer hora, podíamos dormir no domingo à tarde, eu não precisava gastar meu dinheiro com uniforme e material escolar, que maravilha era minha vida, como eu era feliz e agradecida por isso , só que hoje a história é outra e eu adoraria passar as tardes de domingo acordada, sair para as festinhas infantis e gastar todo meu dinheiro com minha filha.

É curioso como o simples fato de estar esperando muda toda nossa vida, hoje não faço nada, não tomo nenhuma decisão a médio prazo sem pensar nela, por exemplo, se vou comprar um pacote pra viajar nas férias a primeira pergunta é posso levar crianças, será que ela vai gostar e minutos depois eu penso, será que devo mesmo tirar minhas férias ou devo guarda-la para quando minha filha chegar e por falar nisso, taí uma das maiores dificuldades  que tenho enfrentado na espera a falta de previsão para o “nascimento”.Quando uma mulher fica grávida ela sabe que em nove meses no máximo o filho dela vai chegar, mas a minha espera quanto tempo mais ainda vai durar?






Renata é funcionária pública, esposa, dona de casa, artesã,  blogueira e futura mãe de uma menininha.










Beijos,

Cláudia

Um comentário:

  1. Histórias como esta me comovem. Fico imaginando como é essa espera, e lamento que ainda exista tanta burocracia dificultando o processo.

    Que Deus abençoe e logo você a receba em seus braços!

    Beijo!

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