quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Valor dos Pais (autor desconhecido)

Recebi este texto hoje e decidi registrá-lo aqui.
Estamos vivendo tempos em que se fala em globalização, os pais já estão preocupados com escola bilíngue para o filho durante a gestação, as crianças estão sobrecarregadas de atividades para as habilitarem para o mercado de trabalho. E não são crianças à beira da adolescência. Não! São crianças de 4, 5, 6 anos!
É, sim, importante fornecermos às nossas crianças as ferramentas para um futuro promissor, mas existem outras áreas da vida que precisam ser desenvolvidas, também, para que esse futuro promissor seja pleno e feliz!
O texto fala por si. Uma excelente oportunidade para refletirmos sobre como estamos criando nossos filhos e o que queremos para o futuro deles!
Excelente oportunidade, também, a todos nós que também somos filhos de refletirmos sobre quem somos e sobre quem nos transformou no que somos!

" Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa. 
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.  
O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.  
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"  
O jovem respondeu, "nenhuma". 
O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" 
O jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."  
O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."  
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.  
O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu." 
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."  
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.  
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.  
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro. Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe. 
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo. 
 Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor. 
 O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"  
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."  
O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sente?."  
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar." 
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado." 
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.  
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. 


 Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?  


Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.


 Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim? 


 O valor de nossos pais ..." 

2 comentários:

  1. Cláu, me emocionei com o texto.

    beijos

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  2. Maravilhoso texto!!! Como sempre uma ótima reflexão.
    Bjos

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