sábado, 22 de março de 2014

O que há no intervalo entre o desejar e o realizar!


Durante toda a minha vida virtual eu sempre dei meu depoimento dizendo isso que está escrito aqui


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Sempre falei que como filhos biológicos não vieram, partimos para a adoção sem fazer exames e sem tratamentos.
Isso realmente foi verdade!
Quando a gravidez não se efetivou no prazo determinado pelo médico decidimos não fazer tratamentos, exames, nada disso, afinal queríamos ser pais e não fazíamos questão de termos uma barriga, no entanto esse processo não se passa sem sofrimentos.

No post anterior a este eu falei que enlouqueci. E enlouqueci, mesmo!
Sorte minha que consegui detectar isso e consegui reverter por mim mesma a situação.

No intervalo entre desejar ser mãe e tornar-se mãe, tanto na maternidade biológica quanto na maternidade adotiva, este período é permeado de muitos sentimentos, muitos medos, muitos receios.
Quando a gente deseja muito ser mãe e planeja este filho, a gente sonha, idealiza, organiza e reorganiza a casa mentalmente, planeja um novo carro....ou ter um carro, a pintura da casa, o enxoval, talvez uma mudança de trabalho, pensa em creche, escolinha e tantas outras coisas que vêm junto com um filho.
Conforme o tempo vai passando e, mês a mês a vida vai te frustrando neste sonho, neste planejamento, muitos sentimentos precisam e são elaborados.

No meu caso a adoção não era opção SE eu não engravidasse. Adoção era plano de vida. Eu ia adotar gerando filhos ou não, mas mesmo assim diante do 'não' da vida, sentimentos afloram, tais como: frustração por não engravidar, sentimento de inferioridade em relação a outras mulheres, sentimento de uma vida inútil porque a gente nasce e cresce sendo criada para ser mãe.
A gente tem que elaborar esses sentimentos e não é fácil. Não é fácil lidar com frustrações!
Você vê as pessoas gerando de forma irresponsável filhos indesejados e é difícil entender o porquê de estar vivendo e convivendo com essa situação.

Mesmo desejando adotar eu também desejei engravidar e embora a gravidez não fosse algo imprescindível em minha vida, foi um plano, foi um projeto frustrado o qual tive que reelaborar, tive que viver o tal do luto que tanto dizem.
E eu vivi intensamente. Eu chorei, eu questionei Deus, até briguei com Ele algumas vezes, principalmente quando alguma desalmada jogava seu recém-nascido no rio perto da minha casa, ou jogava seus rebentos no lixo, largavam na igreja, matavam. Briguei com Deus muitas vezes, sim, mas nunca guardei revolta em meu ser.
Eu chorava, eu sofria, eu me rasgava por dentro de desespero muitas vezes, mas eu não tinha revolta.
Uma noite, logo depois do ocorrido com a história da banheira azul do post anterior, tive um atraso considerável, o mais longo de todos e na noite anterior ao dia que eu ia ao médico para fazer um BHCG, quando fui tomar banho estava lá meu 'não' novamente.
Esse não foi o pior 'não' de todos porque teve um que foi terrível por conta de um 'excelente' obstetra, mas foi o que senti intensamente na alma.
Nesta noite, ao ir deitar, peguei meu evangelho e, de joelhos...coisa que nunca havia feito...orei, orei, orei e, de coração aberto pedi: Senhor, me faz entender o porquê de tudo isso! Por caridade, me mostre porquê!

E nesta noite eu sonhei. Foi um sonho real, lindo, o qual me emociona até hoje quando lembro!
O lugar era calmo, silencioso, cheio de paz, tinha um gramado macio bem verde, árvores frondosas, um riacho onde corria uma água cristalina, à margem duas pedras grandes. Sentei em uma e um homem cujo rosto não pude ver ou não registrei sentou-se na outra e me falou o seguinte:
- minha irmã, na vida existem árvores que nascem para dar frutos e saciar a fome e existem árvores que nascem pra dar sombra e acolher. Nenhuma é mais importante do que a outra. Ambas se completam.

E então eu compreendi que eu era, sim, uma 'árvore que nasceu para dar sombra e acolher'.

Acordei agradecida a Deus pela resposta à minha oração e senti intima e fortemente em meu ser que eu estava no caminho certo: deveria voltar a trabalhar, me curar e ficar pronta para que, no tempo de Deus, meus filhos pudessem chegar.

E assim foi!
E assim hoje sou mãe de três pessoas que são os seres mais importantes da minha vida. Amo tanto que a alma até dói.
Depois que a primeira nasceu nunca mais senti desejo de tentar ter um filho biológico. Não sinto frustração por isso, nem mágoa com a vida.
Tudo foi como tinha que ser e eu sou grata a Deus e à vida por tudo de maravilhoso que operaram em minha vida e na vida da família que eu e meu marido conseguimos formar.

Isso tudo creio que só foi possível porque, mesmo diante do sofrimento, no intervalo entre o desejar e o realizar a maternidade nunca me faltou esperança e fé.


Que nunca nos falte esperança e fé em nenhuma circunstância na vida!

terça-feira, 18 de março de 2014

Um estado de loucura chamado 'desejo de ser mãe'.


Temos visto desde o início da novela Em Família a evolução do, digamos, estado de loucura da Juliana (Vanessa Gerbelli) motivado pelo desejo ardente de ser mãe.
Em entrevista à Ana Maria Braga a atriz fala em um estado de histeria.
Como não entendo de histeria e muito embora não entenda nada de doenças psiquiátricas, creio que o desejo de algo acalentado por muito tempo gere, sim, alguma doença psiquiátrica.

Como a maternidade é algo que ocorre de forma natural à maioria das mulheres, uma personagem como esta parece surreal, parece 'coisa de novela', parece historinha da cabeça do autor, mas posso afirmar que não é.
Vendo a personagem eu sinto pena. Pena não por ela não estar com a criança que ela pensa ser sua filha. Pena pela dor que ela me faz rememorar, reviver. Pena porque, embora eu saiba que é uma novela, uma história, aquela personagem que simboliza e representa muitas mulheres reais sofre. Ela sofre! E eu sei como é este sofrimento.
Desejar ter um filho ano após ano sem conseguir dói. Dói muito e por mais que se tente manter o otimismo, buscar alternativas, chega uma hora que a dor é tanta que a gente enlouquece. Sim! Enlouquece! Tudo passa a girar em torno da maternidade que para 'todo mundo' é algo natural e que para a gente é negado pela natureza.
Atrasos da menstruação por algum tempo são desejados, sonhados e quando ocorrem te levam do delírio à depressão quando, dias depois do atraso, a menstruação desce!
A cada menstruação que desce, desce com ela a esperança, o sonho, a maternidade.
Ela, a Juliana da novela, tem um marido que nunca a apoiou, que nunca deu valor para o sentimento em relação à maternidade, mas mesmo quando se tem marido companheiro isso tudo é muito difícil.

Eu casei desejando ser mãe. Aliás, eu desejava ser mãe desde que me conheço por gente. A lembrança mais remota que tenho disso é aos 8 anos, eu em frente ao espelho vestida com uma camisola larga imaginando como seria quando eu fosse adulta e tivesse barrigão com nenê dentro.
Quando eu me casei nossos planos eram de engravidar no primeiro ano de casados e eu sonhava voltar da lua-de-mel grávida o que, lógico, não aconteceu!
O tempo foi passando, 'todo mundo' à minha volta engravidava, tinha filhos, e comigo nada!
Pessoas que casaram depois de mim tiveram um filho, depois outro, pessoas que nem desejavam ter filhos engravidavam e comigo não acontecia nada!
Chega uma hora que umas pessoas começam a falar que você só fala nisso, que está obcecada. Outras pessoas se afastam.
E elas têm razão: a gente só fala nisso, só pensa nisso, dorme e acorda pensando nisso. E chora! A cada gravidez de alguma conhecida, amiga, vizinha a gente chora! Chora não porque elas ficaram grávidas, mas sim porque a gente não fica! Chora de pena de si mesma. Chora de raiva. Chora de desespero. Chora e até questiona Deus com um: porque para elas é tão fácil e para mim parece impossível?

Eu enlouqueci! Sim...enlouqueci.
Não cheguei ao estágio da Juliana de sonhar em matar alguém para ter o filho comigo, nem fiz nada nunca para tirar filho de ninguém por mais que eu achasse que esse alguém não tinha condições de ser mãe.
Não. Eu não fiquei como ela, mas eu fui muitas vezes à igreja que tinha perto de casa depois que meu marido saiu para trabalhar para ver se tinham deixado algum bebê lá, embaixo de algum banco. Isso porque nesta igreja sempre eram encontrados bebês abandonados na madrugada. Cheguei a ir em dias seguidos, praticamente todos os dias, e no dia que eu não fui deixavam algum bebê. E eu sofria a dor de um aborto quando a notícia chegava. Doía demais 'não ter ido no dia certo'.
Eu sonhava que deixavam um bebê na porta da minha casa. Sonhava que encontrava bebê em caixa na rua. E eu andava atenta procurando bebê porque eu sabia que sempre alguém 'perdia' um bebê numa sacola ou numa caixa média na rua.
E, de repente, 'todas' as lojas do shopping que ficava atrás da minha casa e por onde eu passava para pagar contas e fazer compras eram lojas de roupas e acessórios para bebês, 'todas' as mulheres que andavam na rua estavam grávidas. Eu não só falava o tempo inteiro sobre isso, como só via isso o tempo inteiro, também. Podia ter uma única grávida na multidão e meus olhos a encontravam!
E vou falar: essa é uma dor solitária! Ninguém entende! Aos poucos você sente que está chata, irritadiça, alterada. Sente que a convivência dos outros, das 'pessoas normais' com você é desagradável.
Eu não fiquei como a Juliana porque eu me dei conta que estava doente. Um dia demorei a dormir porque dormir mal passou a ser rotina e quando acordei eu me dei conta que naquele momento eu não tinha a menor condição nem de engravidar, nem de adotar. Eu simplesmente não tinha condições de ter uma criança comigo.
Isso aconteceu porque era dia de pagamento de contas, aluguel e compras, eu ia atravessando por dentro do shopping para chegar ao banco, imobiliária e mercado e, de repente, passa por mim no sentido contrário uma senhora, a qual lembro a fisionomia até hoje, com uma sacola das lojas Americanas portando uma banheira azul. Assim que vi a banheira na sacola tive um negócio. Não sei explicar o que eu senti, mas eu não via mais nada à minha frente, apagou tudo da memória, eu não sabia o que estava fazendo naquele lugar e voltei para casa, fechei a porta, sentei no tapete encostada na porta fechada e chorei. Chorei sem me dar conta de quanto tempo fiquei lá, daquele jeito. Parei quando a campainha tocou e eu vi que já tinha anoitecido. A vizinha da casa de baixo ouviu o choro quando entrou chegando do trabalho e tocou para saber se estava tudo bem.
Esse foi o pico da minha loucura! Como falei, nesta noite dormi mal e no dia seguinte me dei conta que eu não tinha equilíbrio suficiente para gerar e nem de cuidar de uma criança e decidi mudar tudo, voltar a trabalhar, me equilibrar para poder, um dia, ser mãe.

Logo voltei a trabalhar, mas o equilíbrio demorou a chegar. Por muito tempo eu andava, ainda, na rua com a esperança de encontrar uma caixa com um bebê dentro.
Um dia, logo que voltei a trabalhar, uma determinada manhã em que cheguei bem antes do horário determinei que neste dia sairia no meu horário certinho. Eu sempre ficava depois do horário, mas naquele dia eu queira sair no horário certo. Estava, já, arrumando a mesa quando uma colega pediu ajuda e eu atrasei 15 minutos para sair. No caminho para o metrô vejo um tumulto num dos cruzamentos, paro, pergunto para um vendedor de frutas o que tinha acontecido porque eu não vi nenhum vestígio de acidente no local e ele falou: ah, moça, a polícia acabou de sair daqui. Um carro parou aqui tem uma meia hora, se tiver isso, e deixou uma caixa junto com as caixas vazias encostadas no poste. Começamos a ouvir um barulho estranho na caixa e tinha dois bebês, acho que gêmeos, porque eram muito parecidos. A polícia acabou de levar a caixa com as crianças.
E nesse dia eu pirei porque não saí no meu horário.

O trabalho e o tempo ajudaram muito. Eu me curei, me tornei mãe, mas quando vejo esta novela tudo, toda a dor, todos os sentimentos voltam e eu sei que existem milhares de Julianas e de Cláudias por aí.
Não sei o que vai acontecer com ela, a personagem, mas posso dizer que isso tudo passa, basta ter vontade de melhorar para ser a melhor mãe que se puder ser!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Um 2014 de equilíbrio e fé!

imagem retirada do google.

Não tenho lista de desejos para 2014.
Nem expectativas, tampouco.
Planos? Só os de Deus para nossas vidas.
Aprendi a viver um dia por vez, a fazer a minha parte, a trabalhar pelo bem dos que me cercam no dia de hoje, a atender aos pedidos do coração.
Não faço mais listas. Elas nunca se realizam!
A vida é dinâmica, pulsa e nós...bem, nós somos como surfistas: temos que nos equilibrar na prancha da vida e ir fazendo as manobras de acordo com as ondas.
Planos, projetos de longo prazo engessam.

Que em 2014 eu possa viver um dia por vez, que eu tenha sabedoria para lidar com os imprevistos e que eu possa me tornar, a cada dia, uma pessoa melhor. Sendo melhor para mim, certamente o serei para todos.

imagem retirada do google


Desejo a todos um Ano Novo de paz, luz, renovações.

Claudia

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um Natal de paz e serenidade!


Então chegamos a mais um Natal.
Quero desejar a todos um Natal de paz e de serenidade!
Aos que estão sofrendo, que as bênçãos e o amor de Jesus possam dar paz e serenidade.
Aos demais, que Jesus abençoe ricamente com muita harmonia familiar, paz e felicidades!

Aos meus familiares e amigos mais próximos da família e da Hisla, que Jesus nos conforte a todos. Que a Mãe Maria nos cubra com seu manto de luz e de amor para que possamos ser resignados aos desígnios do Pai Maior.
Li em algum lugar que o que não se compreende, se aceita com resignação. Que assim seja para todos nós!

Neste sétimo dia de sua partida, minha querida, deixo a mensagem de Santo Agostinho para que todos que te amam nunca duvidem que 'para quem tem fé a vida nunca tem fim".
Um dia todos nos reencontraremos!



"- A morte não é nada

Eu somente passei 
Para o outro lado do caminho 
Eu sou eu , vocês são vocês 
Oque eu era pra vocês 
Eu continuarei sendo
Me deem o nome 
Que vocês sempre me deram
Falem comigo
Como vocês sempre fizeram
Vocês continuam vivendo 
No mundo das criaturas
E eu estou vivendo
No mundo do criador 
Não utilizem um tom solene ou triste
Continuem a rir
Daquilo que nos fazia rir juntos
Rezem , sorriam , pensem em mim . Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado 
Como sempre foi
Sem enfase de nenhum tipo
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza
A vida significa tudo
Oque ela sempre significou
O fio não foi cortado
Porque eu estaria fora dos seus pensamentos ,
Agora que estou apenas fora de suas vistas ?
Eu não estou longe
Apenas estou
Do outro lado do caminho
Você aí que ficou , siga em frente
A vida continua , linda e bela
Como sempre foi.
Um dia vamos nos reencontrar e enquanto esse dia não chega 
Estarei aqui em cima , guiando e cuidando de vocês". (Santo Agostinho)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Falando de FÉ, sentimentos e arrependimentos

Há cerca de 28 anos tive minha primeira 'perda' com o falecimento de minha avó e nestes aproximados 28 anos aprendi que a fé é algo que não se nasce, se desenvolve. Podemos fortalecer nossa fé com orações a cada dia, assim como os atletas fortalecem os seus músculos com exercícios.
Neste período eu consegui desenvolver minha fé de modo que hoje eu sofro com as perdas, porém dentro do sofrimento cabem a paz e a confiança que Deus não erra nunca.

imagem sofrases.com
Se você me perguntar como se faz isso eu vou te responder: não sei!
Creio que cada pessoa tenha uma forma de fortalecer a sua fé, mas o certo é que ela não se desenvolve 'apenas' com orações. É preciso um movimento em direção a este fortalecimento. Eu não sei explicar como eu fortaleci a minha fé. Só sei que sinto o quanto isto mudou desde o falecimento de minha avó.
Vivendo um dia de cada vez a gente aprende a confiar na Providência e aprende a aceitar o que é inevitável sem desespero.

Embora tenha fortalecido minha fé, tem algo em mim que ainda não desenvolvi: demonstração de afetividade. Eu amo de doer, faço tudo, vivo para ver as pessoas que amo felizes, porém ainda não aprendi a fazer com que elas saibam disso.
E quando a gente não tem esta habilidade desenvolvida, corremos o risco de sofrermos de arrependimento!

Eu amava demais minha avó, porém eu nunca falei para ela isso. Naquele tempo, aos 15 anos, não me lembro se cheguei a me dar conta deste fato, porém eu sei que não basta amar.
Temos necessidade de falar, de demonstrar e eu ainda não aprendi a fazer isso.


Eu tinha uma admiração muito grande pela minha sogra. Algo no nível 'quero ser a metade do que ela é no futuro'. Convivemos por mais de 20 anos, ela adoeceu, eu ia lá ficar com ela, acompanhei a evolução da doença, ela esteve consciente até a véspera de sua passagem e mesmo sabendo que era o fim eu não falei para ela o quanto a admirava. Depois que ela se foi restou o arrependimento de não ter verbalizado. As pessoas dizem: ela sabe!, porém o fato de eu saber que ela sabia não alivia em nada esse sentimento. Eu precisava ter falado.


E agora, pela segunda vez me vejo envolvida neste sentimento.



E eu nunca falei isso para ela! 
 
A minha sobrinha Hisla foi alguém muito importante na minha vida desde a concepção, porém eu não falei isso para ninguém. Talvez nem a mãe dela saiba! A concepção dela aconteceu no mesmo mês em que enviei os documentos para adoção. Embora eu não tivesse uma gestação biológica, minha barriga não crescesse, eu não fizesse pré-natal eu me sentia grávida e a gestação da Hisla me proporcionou vivenciar esta fase. Eu 'fiz' pré-natal com a mãe dela, acompanhava as consultas, os ultrassons, ouvia os batimentos da bebê.Era algo extraordinário e não sei bem explicar mas isso funcionou como uma espécie de cartase: o pré-natal dela funcionou como se fosse comigo.

Eu tive oportunidade de fechar o ciclo 'gravidez' assistindo ao parto. Foi sensacional.
Vivenciando esta experiência eu não senti a necessidade de engravidar. Eu vivi intensamente este momento com minha irmã, porém eu nunca sentei com ela e contei esta história.
Eu não conversei com ela, eu não contei o quanto fiquei feliz quando soube que ela era uma sementinha na barriga da mãe dela, eu nunca contei a ela que a primeira roupa da vida dela, a primeira comprada e a primeira que ela usou fui eu quem comprei.
Eu nunca falei para ela a emoção que foi ouvir o coraçãozinho dela batendo naquele aparelho, nunca contei a emoção que senti quando vi sua cabecinha saindo na hora do parto.
Eu não apareci na filmagem das visitas no hospital porque quando eu chegava lá para a visita o cinegrafista do hospital já havia passado e ela pensava que eu não a visitei no hospital. Minha mãe falou que eu fui, minha irmã também, mas eu nunca falei com ela a respeito disso.
Ela morreu sem saber que eu a amava e que ela era importante para mim. Isso hoje está doendo!
Ela viveu 16 anos e eu não falei. A gente sempre pensa que vai ter tempo um dia, mas este dia pode não chegar!




Eu não sei porque eu sou assim, mas espero que esta habilidade seja como a fé e que estas duas experiências me permitam encontrar recursos dentro de mim para desenvolver a habilidade de demonstrar o meu amor, de dizer o quanto as pessoas são importantes para mim antes que elas partam, antes que não dê mais tempo, antes que seja tarde!


Hisla, amor, mesmo sendo tarde, mesmo com o coração e a alma sangrando, eu sei que onde você estiver vai sentir minhas palavras e meus sentimentos.
Titia te amou desde a concepção, te ama e te amará até a eternidade. Um dia sei que vamos nos reencontrar, que você cumpriu sua missão breve aqui e sei que terei uma nova chance de te abraçar e dizer tudo isso.
Minha linda, meu anjinho, que Deus te cubra com bênçãos de paz e serenidade onde vc estiver. Vai ficar tudo bem meu amor! Titia agora só pode te dar orações e as darei, todos os dias, não com sentimento de remorso ou de arrependimento, mas com o sentimento do amor que sempre habitou meu coração, mas que eu nunca te falei!
Até breve. Até qualquer dia! Esperarei com paz no coração o dia que vc abrirá o sorriso, os braços e falará novamente: oi tia linda!
Amor eterno!


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O que é preciso para se amar um FILHO?

Começo este post com esta pergunta: o que é preciso para amar um filho?

Eu não gerei meus filhos e daria minha vida por cada um deles. Quando eles eram pequenos e reclamavam de não terem saído da minha barriga eu falava: se você tivesse um problema grave no coração e o médico dissesse que só o meu coração te salvaria, eu daria meu coração para você porque eu te amo e não importa de onde você tenha vindo! Falei isso anos para eles e é a mais pura verdade. Por meus filhos sou capaz de matar e morrer, literalmente.

Agora vamos ponto:

Imagem de Fica Duda - página no Facebook

Há alguns dias, cerca de duas ou três semanas, veio a público o caso Duda. Para quem não sabe, Duda é uma criança de 4 anos, quase 5, que foi retirada de sua família biológica aos 60 DIAS de vida junto com 6 irmãos por maus tratos. Todos foram abrigados. Duda ficou cerca de 15 meses no abrigo e está há cerca de quase 3 anos com a família adotiva. Ela não foi adotada ainda porque dependia da destituição do poder familiar para que a adoção se concretizasse. Pois bem, em meio à demora da justiça em julgar a destituição, após quase 5 anos afastada da família biológica, vivendo a maior parte de sua vidinha com a família adotiva, ela está correndo o risco de ser devolvida à família de origem.
Seus pais, os pais que cuidam dela há quase 3 anos passaram por todo o processo para habilitação e aguardaram na fila cerca de 5 anos. O fórum entrou em contato e apresentou-lhes Duda para adoção.
Esta família ama a Duda. Duda ama a família. Esta é a ÚNICA família que Duda conhece. A única família que lhe deu amor e cuidados, porém Duda não nasceu biologicamente desta família.
Quem julga o caso crê que ela deva ficar com a família biológica apesar dos maus tratos, apesar de eles serem estranhos para esta criança, apesar de terem a mesma genética.
E para que Duda tenha o direito de ser mantida na única família que ela conhece, que tenha o direito de ser tratada como sujeito de direito e não como propriedade dos pais biológicos, surgiu o movimento #ficaDuda nas redes sociais! No twittaço, o #ficaduda ficou duas vezes em primeiro lugar no trending topics Brasil do Twitter.
A ANGAAD - Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, bem como os grupos de apoio de todo o país estão se mobilizando para tentar garantir que Duda e sua família tenham seus direitos preservados!
Aqui neste caso não se está levando em consideração os laços de amor e afetividade ou os danos que a separação desta criança da família vai lhe causar. Só está se levando em conta que os pais biológicos agora, após quase 5 anos, se sentem capazes de recuperar os filhos, isso independente de qualquer consideração sobre o que é melhor para a criança! Leva-se em conta o direito dos genitores de criarem os filhos sem levar nenhum outro ponto desta história em consideração.

Imagem de Yahoo Notícias

Em contrapartida, na última semana Joaquim, 3 anos, que morava com a mãe biológica e o padrasto desapareceu.
Joaquim apareceu morto, boiando no rio, enroscado num barranco, há cerca de 150km de sua casa.
Não existe nada confirmado a respeito de a mãe ter participação direta na morte e no descarte da criança, entretanto ela está presa sob suspeita.

Nesta mesma linha temos Isabella Nardoni e Joanna Marcenal, os irmãos João Vítor e Vitor, todos mortos pelos seus pai e a madrasta. Os irmãos foram mortos e esquartejados!
Temos também os casos menos midiáticos, porém não menos importantes, de crianças jogadas em caçambas, em lagoas dentro de sacos com pedra para afundar, de crianças enterradas vivas, jogadas por cima de muro em terreno baldio, abandonadas em formigueiro, ou simplesmente jogadas no lixo. Todas estas foram crianças 'descartadas' por suas mães biológicas.

Então só relembrando estes casos e sem elaborar um juízo de valor porque não é este o objetivo deste post, eu volto a perguntar: o que é preciso para se amar um filho? É sangue? É ter o mesmo DNA? É ter a mesma genética?
Estes casos provam que não!
Conforme falei, eu daria minha vida por meus filhos. Tenho certeza absoluta que os pais da Duda também dariam a vida por ela e nós não temos a mesma genética dos nossos filhos. Eles não nasceram do nosso corpo, mas nasceram da nossa alma!
Nós desejamos ser pais. Nós desejamos estes filhos e os aceitamos incondicionalmente!
Talvez seja esta a diferença entre pais que amam sem ter a genética e pais que matam, apesar de terem a genética do filhos!

Abraço,

Cláudia

sábado, 21 de setembro de 2013

Preconceito com preconceito se paga! Será?

Imagem retirada do blog Moda Paralela
Hoje estava fazendo o café da manhã, dando uma espiadinha no Facebook através do celular e me deparo com a seguinte situação: uma pessoa demonstra toda a sua indignação, quando, ao sair da igreja é interpelada sobre se a criança que estava com ela é a criança que 'ela cria'. Esta mãe estava revoltada, com raiva e ao final de seu desabafo escreve 'fala a verdade: dá ou não dá vontade de sentar a mão na cara dessa velha?'.

E aí fiquei pensando, primeiro, na questão de onde ambas estavam:  saindo da igreja! Uma foi sem noção quando interpelou a outra e esta outra, bem mais jovem e com uma filha pequena (imagino!) não foi a vias de fato, mas certamente em pensamento jogou por terra tudo que foi adquirido dentro da igreja, mas este não é o nosso assunto.

Voltemos, então, ao foco deste post que é  preconceito e vamos rever o conceito da palavra criar que tanto revolta alguns pais adotivos.
Até por volta dos anos 80 ou 90 do século passado era comum que famílias criassem crianças que não eram suas, biologicamente falando. Estas crianças eram doadas ou simplesmente iam ficando na casa da família que as criava, muitas vezes até como filhas mesmo, porém elas não eram adotadas legalmente, não eram destituídas de suas famílias de origem, não ganhavam um registro com o nome dos 'pais de criação' e muitas vezes até, embora existisse o sentimento filial e mater/paternal o tratamento era por tio, tia e afilhado (a).
Esse tipo de situação gerou uma cultura: a cultura do pegar para criar. Oras, se formos analisar a fala de pessoas com mais de 60 anos que se referem a filhos adotivos como filhos de criação poderemos dizer que estas pessoas têm preconceito? Pode até ser que sim, que tenham o preconceito sobre criar-se uma criança que não seja do seu sangue, entretanto sou mais levada a pensar que muito mais que o preconceito, reside aí a questão da cultura popular: quem tem uma criança que não gerou, a está criando. Fim. Sou capaz de apostar meu dedo mindinho que a maioria das pessoas idosas (e não velhas como a moça se referiu) são muito mais movidas pela cultura popular do que pelo preconceito.
Quando uma pessoa idosa me pergunta se meus filhos são 'as crianças que eu crio' vejo duas situações que a motivaram a perguntar: 1. curiosidade, caso contrário ela não perguntaria; 2. cultura popular e falta de vocabulário por falta de conhecimento do que seja adoção e dos sentimentos que a envolvem.
Uma pessoa que é preconceituosa vai falar que você é louca, que criar 'filho duzotro' é loucura, que você só vai saber o que é ser mãe quando tiver seus próprios filhos, que filho adotivo é ingrato, que pode matar a família inteira e tantas outras coisas mais. Isso é preconceito escancarado e é, também, falta de pensar um pouco porque tudo isso que a pessoa atribui a filhos adotivos os biológicos também fazem.
Essas pessoas, por incrível que pareça, têm menos de 60 anos. Beeem menos, diga-se de passagem. Não estou dizendo com isso que não existam idosos preconceituosos. Todos somos preconceituosos em maior ou menor grau em algum assunto. O que nos diferencia é a forma como lidamos com nossos preconceitos!
Uma pessoa que pergunta se a criança que está com você é a que você cria está apenas curiosa para saber se aquele é seu filho, o que você adotou, o que você não gerou. Ela apenas não sabe utilizar a expressão seu filho porque o que ela conhece de adoção é o que se chamava, antigamente, de agregados, onde o filho adotivo era filho só no sentimento. Está muito mais movida pelo conceito popular do que pelo preconceito!

Isso posto, ainda que haja preconceito de quem interpela nos moldes que esta moça foi interpelada, penso que não é possível se combater o preconceito com agressão. Nós, pais adotivos, precisamos ser agentes modificadores em nosso meio junto aos que nos cercam e que não tenham familiaridade com o que seja a adoção de verdade, e só podemos combater o preconceito com informação, com respostas sutis porém firmes, com orientação. Não vejo como uma pessoa possa refletir sobre o que é adoção e sobre o que é um filho adotivo - que é um filho apenas, como qualquer outro - se esta pessoa receber uma agressão pela sua curiosidade ou se ela for, simplesmente, ignorada.
Ainda que a pessoa seja movida por uma união de curiosidade e preconceito você só conseguirá fazê-la refletir se levar até ela informação. Uma pessoa que faz uma pergunta destas talvez nunca tenha ouvido de uma mãe adotiva um: 'sim, é a criança que eu crio porque ela é minha filha. Todos os pais criam os seus filhos'.

O problema maior que vejo não é o preconceito contra o adotado, contra a mãe ou contra a adoção. O problema maior que vejo é o preconceito contra palavras! A frase 'essa é a criança que você cria' causa revolta em muitos pais adotivos. Li hoje no desabafo da moça um senhor (ou um jovem, não sei!) responder que ele cria cachorros e gatos, filhos não! Oras, então quem cria os filhos dele?
Pelamor, nós temos que pensar um pouco! Todos nós criamos nossos filhos, SIM. As mães biológicas deles não os criaram porque, por algum motivo, eles estão com a gente e nós somos os pais!
Mais uma vez eu repito que o 'cria' no sentido de 'ser de criação' faz parte da cultura popular antiga e não propriamente de algum preconceito!
Na maioria das vezes o medo de sofrer preconceito faz com que as pessoas sequer analisem situações. Elas próprias têm preconceito contra algumas palavras e se ofendem profundamente, sentindo desejo de devolver o possível preconceito do outro com agressão.
Daí eu concluo que o problema do preconceito, em alguns casos, não é exatamente de preconceito propriamente dito, mas sim de pobreza no léxico gramatical e da atribuição de um único conceito a determinadas palavras.
Vamos analisar o que é perguntado, vamos ver a idade de quem pergunta e o tom que ela usa. Vamos ser transformadores do nosso meio levando informação. O trabalho de acabar com o preconceito é um trabalho de formiguinha: você dá um esclarecimento aqui e ali, você fala com naturalidade da sua família e de como você se tornou mãe/pai e as pessoas começam a pensar no assunto. Pode ser até que esta mesma pessoa se interesse tanto pelo assunto que venha de novo conversar com você, venha querer saber mais e ela não merece ser tratada com agressão apenas porque não sabe usar as palavras certas!

Nesta questão do preconceito específico de filhos adotivos tem uma outra questão: geralmente somos interpelados quando a criança está junto. Enquanto ela é bebê, tudo bem, a gente faz cara de paisagem, finge que não entendeu. Acontece que criança cresce. E cresce rápido! Para a criança ficará registrado se adoção é algo bom ou ruim de acordo com a forma como os pais lidam com este tipo de situação. Se a mãe aceita uma simples pergunta, ainda que uma pergunta feita de forma grosseira, como uma agressão e como um preconceito a criança que está com ela vai entender que o mundo é cruel e que ela será uma vítima a vida inteira por ser adotada.
Eu não estou dizendo que a forma como as pessoas falam não dê raiva. Dá! Dá sim porque eu já senti raiva muitas vezes, entretanto não é o sentimento que nos causa que é o fator essencial e sim a forma como lidamos com ele. Eu senti raiva muitas vezes, mas falei com naturalidade sobre meus filhos, sobre adoção, sobre o amor que nos une e meus filhos nunca se sentiram vítimas de preconceito quando foram (e ainda são!) interpelados.

É isso que eu quero dizer: as coisas têm o valor que damos a elas! Se dermos valor maior ao esclarecimento e à naturalidade da relação que temos com nossos filhos é isso que vai ficar registrado na alma deles. É isso que ficará registrado na alma de quem interpelou. É isso que fará a pequena modificação ao nosso redor.

Quer ver uma bela reflexão sobre o preconceito de modo geral? Então visite Moda Paralela e veja o texto que a Fernanda Klink escreveu.

Cláudia

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Dermatite atópica, asma e o inverno!

Hoje quero falar de uma doença muito chata: a dermatite atópica

Você sabe o que é?  Falando de forma leiga é uma doença de pele que coça muito e provoca lesões (ou que provoca lesões e coça muito) e geralmente incide no inverno porque pele seca e tempo seco não combinam!

Tecnicamente falando:


"A dermatite atópica é uma desordem inflamatória, pruriginosa, crônica, de início comum na infância (em média aos 3 meses de idade) e que, como tudo que é ruim na vida, pode persistir até a idade adulta. Acomete todas as raças, tem forte componente familiar (é como eu digo, se fosse um olho azul, a pessoa não herdaria... você conhece a lei de Murphy da genética?) e pode se associar a outras doenças alérgicas." 
"Metade das crianças afetadas pode desenvolver asma, rinite alérgica ou urticária". 

Trecho  e foto retirados de Minha pele é melhor que a sua da Luciana Leal. O grifo e negrito são meus.


Ainda tecnicamente falando, no site da Clínica Paulista de Alergia,
"Observa-se que, nos lactentes, as lesões são mais comuns na face, couro cabeludo e região de uso de fraldas. Já nas crianças maiores e adultos, as lesões são mais secas, escuras e espessadas e localizam-se nas dobras da pele (pescoço, cotovelo, região posterior do joelho). No adulto pode ocorrer o desaparecimento total das lesões ou então, a doença pode ter evolução crônica, apresentando períodos de agravamento ou melhora dos sintomas."

Agora trocando em miúdos: a Taís saiu da maternidade com lesões na pele. A foto que recebi dela no dia do abrigamento destaca as lesões nos pulsos dos 2 bracinhos. Ela foi diagnosticada com essa bendita dermatite logo que chegou para mim Ela tinha nas bochechas, nos pulsos, nas dobras dos 2 braços e nas dobras da parte posterior dos joelhos das duas pernas. Tinha também nas nádegas onde ficava o contado com a fralda.
Vou falar: é uma doença chatéééérrima de tratar. Você vive ou passando pomadas, ou passando cremes. Tem, também, o remédio por via oral. Um anti-alérgico para diminuir a coceira.

Geralmente a pele de quem tem essa doença é uma pele seca. A pior época do ano para essa doença é o inverno, porém aqui com a Taís a doença, embora seja mais intensa nesta época do ano, incide em outras épocas também com menor intensidade e em poucas regiões do corpo. Neste inverno ela virou uma dermatite ambulante uma vez que está dando praticamente no corpo inteiro.

Lá em cima, no trecho do post da Luciana Leal, diz que a metade das crianças que têm dermatite atópica podem desenvolver asma ou rinite. Pois bem, fomos premiados! A Taís faz parte da metade que desenvolveu asma!

Eu nunca tinha lidado com bronquite na vida. Filhos 1 e 2 têm rinite, porém nunca na vida fizeram uma inalação sequer com Berotec e Atrovent e eu, agradecida por eles não terem asma, morria de medo destes medicamentos até que há 3 anos a Taís estava 'gripada', com tosse, tomando um xarope fitoterápico, porém ao invés de melhorar só fazia piorar. Ela teve uma insuficiência respiratória muito séria e eu nem desconfiava da asma! Aliás, nem notei a insuficiência. Ela se debatia na cama e eu achava que era pelo nariz entupido. Um dia pela manhã, como ela estava muito 'congestionada', fomos ao ambulatório do hospital e ela quase precisou ser internada. Minha filha babava, não respirava e eu não percebi. Tá...me chicoteio até hoje por isso. Escrevo e choro de dor, mas o fato é que eu não sabia e nem sonhava que ela pudesse ter asma!
Passado o susto e depois de diversas inalações com os dois tão temidos medicamentos, mais uma tonelada de remédios para tomar por via oral (que ela toma de bom grado, diga-se de passagem!) resolvi partir para um tratamento alternativo uma vez que o remédio que o alergologista passou não estava dando resultado nenhum e era absurdamente caro. Procurei uma homeopata. Como meus filhos 1 e 2 nunca foram de ficar doentes eu sempre me vali da praticidade do pediatra tradicional e dos alopáticos, porém quando a coisa aperta eu corro para a homeopatia. Quem nunca? rss
Pois bem, já na primeira consulta a homeopata olha para mim com olhar plácido e carinhoso e fala: mãezinha, ela tinha dermatite atópica e agora está com bronquite?, 'sim', então, mãezinha, a dermatite atópica e a bronquite são doenças da mesma família. Elas podem se alternar ou ela poderá ficar com a bronquite como forma de manifestação da doença para o resto da vida.
Você tem noção o que é ouvir a frase 'para o resto da vida' de um médico? Eu nem ouvi tudo o que ela falou depois. Fiquei só com 'para o resto da vida' martelando no cérebro. Tá...vamos dizer que isso não seja nada comparado a tanta doença séria que tem por aí, mas esta era a doença da MINHA filha caçula e só de pensar nela com bronquite 'para o resto da vida' meu coração ficava do tamanho de um grão de areia. E eu chorei. Chorei muitas vezes, chorei a cada novo episódio de asma dela até me conformar e me acostumar com a rotina de inalações, medicações e, algumas vezes, uns passeios básicos ao hospital para inalação com oxigênio!
Este ano, por exemplo, ela está 'na onda' da dermatite. Não tem hidratante que chegue,  e mesmo assim vira e mexe toca correr comprar sabonete glicerinado, passar pomada e dar anti-alérgico. Nos anos anteriores, desde o diagnóstico da asma, ela não teve dermatite. Isso demonstra que é fato o que a homeopata me falou: a doença alterna.

Onde quero chegar com este post enooorme: se seu bebê tem lesões na pele das bochecinhas não fique procurando indicação de creme ou pomada com outras mães para a pele do seu filho. Busque orientação do pediatra, de um dermatologista e observe. A doença é chata, mas tratada direitinho fica só nisso. Com medicação errada, inadequada, pode piorar, pode infeccionar. Nada como o pediatra ou o dermatologista para receitarem e orientarem a respeito do tratamento correto.

Beijos,

Cláudia

terça-feira, 23 de julho de 2013

4.4 - Hoje é dia de festa!

Imagem retirada do Google

Pois é...hoje é dia de festa aqui!
Posso dizer que faz 4 anos que estreei os 'enta' ou que estou fazendo 4 anos, afinal dizem que a vida começa aos quarenta, não é verdade? kkkk
Não tenho problemas com a idade e adoooooro fazer aniversário!
A idade chega, isso é certo! A lei da gravidade é implacável, mas isso tudo faz parte do processo de vida, do amadurecimento. Cada ano que passa é um ano em que tudo despenca um pouco, em que eu aprendi muita coisa, em que conheci muita gente boa!
Este ano foi um ano difícil de doença e perdas, mas foi um ano abençoado também! Pessoas maravilhosas entraram na minha vida, algumas tornaram-se especiais. Diria até essenciais!
Também ganhei de volta pessoas que a vida tinha me tirado.
Foi um ano de conquistas também, pois entrei na faculdade e que era algo que eu esperava há muito tempo para realizar!
Hoje tenho muito mais a agradecer. Procuro sempre focar nos motivos que tenho para agradecer porque eles são sempre em maior número do que os motivos que entristecem o coração!

E falando em motivos para agradecer, agradeço imensamente a Deus pelo presente que ganhei hoje. Não custou dinheiro, porém não tem dinheiro no mundo que pague um presente como este: amor e amizade!

Quer ver que lindo meu presente? Então clica aqui ---> Mãe eh Mãe

Grande beijo!

Cláudia

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Primeira BC de inverno - Mamy Tri!

Acho que cheguei a tempo de participar da primeira BC da minha querida Kathleen do Mamy Tri.

Pois então...eu detesto inverno. Detesto frio. Se eu pudesse moraria em um dos estados onde o máximo que se chega do frio são os 18 ou 20 graus. ahaha
Tudo bem, vai, eu sempre morei em São Paulo, que láááá no tempo da minha infância (como se fizesse tanto tempo assim) fazia muito frio no inverno. A cena que lembro bem desses tempos era a gente cheio de roupas de lã enfiados todos no sofá, cobertos com cobertores, comendo pipoca, tomando chá quente e assistindo Sessão da Tarde!
Hoje já não moro mais em São Paulo e não faz mais tanto frio assim. Pelo menos não no período todo do inverno!
Uma das coisas que aprendi a fazer ainda aos 9 anos e que me remete a aconchego de inverno é o tricô! Quando menina tricotei para mim mesma muitos conjuntos de polainas, gorros e cachecóis listrados bem chamativos. Naquele tempo não tirávamos fotos de tudo como fazemos agora, então não tenho fotos desses conjuntos para mostrar, ainda bem, mas tenho a primeira peça que fiz: um colete de lã feito especialmente para meu irmão! Tenho não só a foto, como o colete que já foi usado pelo meu filho Tales e que neste inverno, quando voltar as aulas, provavelmente será usado pela Taís embaixo do uniforme!
Olha que fofo! Eu tinha em torno de 11 ou 12 anos!
E olha o que eu achei: a Taís com o colete da foto acima e um cachecol que fiz antes do colete! Rá!

Depois que aprendi não parei mais e lá se vão mais de 30 anos tricotando! Já fiz muita coisa e minha preferência são as roupas de bebê!

Vejam só!
Tales com parte do conjunto que fiz enquanto o esperava!
Xale do conjunto do Tales

Feito enquanto eu esperava a Taís
Ela usando!

Feito para as gêmeas da minha vizinha!
Feito para o Miguel da querida Kátia Pontes
Feito para a Manu da minha querida Deia Ortiz
Casaco que fiz sem receita e sem noção para a Tamiris quando ela tinha 3 anos.
Agora quem o usa em casa é a Taís!
Eis aí só um pouquinho de tudo que fiz e que me fez feliz nos invernos ao longo de todos estes anos!

Beijos,

Cláudia